domingo, 13 de outubro de 2013

Porcelanatos

De acordo com o site Brazil South (2011), porcelanato é um revestimento de altíssima qualidade, obtido através de matérias-primas de grande pureza submetidas a um tratamento térmico elevado.
O porcelanato é compacto, homogêneo, denso e totalmente retificado (existem tipos não retificados).
Suas vantagens são: altíssima resistência química, resistência ao gelo, resistência mecânica, resistência à abrasão e alta durabilidade.
O porcelanato é especialmente indicado para ambientes de alto tráfego como shopping centers, aeroportos, hospitais, escolas, indústrias e supermercados.
A duração de um porcelanato é muito maior que o granito porque é mais duro na escala MOHS (escala aplicada às pedras naturais).

Características
Ainda de acordo com o site Brazil South (2011), o porcelanato:
  • é um piso nobre feito com massa de porcelana, com absorção de água menor que 0,5%, e com isso uma EPU – expansão por umidade – praticamente nula;
  • é um material de baixa porosidade por possuir uma massa mais densa que a cerâmica comum, tendo com isso, facilidade na limpeza de sua superfície;
  • possui a mais alta das resistências ao impacto entre todos os produtos do universo cerâmico com alta resistência à ruptura;
  • é produzido em temperaturas elevadas, por volta de 1250°C, com prensas hidráulicas de altíssima pressão, com massas ricas em feldspato e fundentes nobres, com moagem muito fina e uma sinterização total.

Absorção de água
Todo revestimento cerâmico tem uma certa porosidade, isto é, tem espaços vazios em sua base (massa). Quanto menor a porosidade de um revestimento, menor a quantidade de água que ele pode absorver e melhores serão as suas características técnicas.
Esta característica é utilizada para a classificação dos revestimentos cerâmicos. A norma NBR 13817:1997, baseada na ISO 13006:1995, classifica os revestimentos cerâmicos de acordo com sua absorção de água.
Segundo a norma ISO 13006:1995, um revestimento cerâmico é classificado como porcelanato quando possui absorção d’água menor que 0,5%.

Piso cerâmico x porcelanato
A diferença básica está na absorção d’água. Os pisos cerâmicos apresentam absorção d’água menor que 6%. Já os porcelanatos apresentam absorção d’água menor que 0,5% .  Segundo informações do site Brazil South (2011), essa baixa absorção d’água possibilita:
  • alta resistência mecânica, suportando cargas pesadas, mesmo com menor peso e espessura que as pedras naturais;
  • alta resistência à abrasão, suportando tráfego intenso de pessoas e veículos;
  • alta resistência ao gelo, podendo ser utilizado em locais com climas muito frios;
  • baixíssima expansão por hidratação, não descolando se forem bem assentados;
  • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínima, dando um acabamento diferenciado;
  • facilidade de assentamento.

Tipos de porcelanato
A Ceusa Revestimentos  Cerâmicos (2011) ressalta que existem dois tipos no mercado:
  • Porcelanato técnico: é aquele que recebe a decoração e a cor na própria massa através de corantes, corantes micronizados, sais solúveis, entre outros.
  • Porcelanato esmaltado: é uma massa única que recebe sua cor através da esmaltação e decoração. Desta forma, todo material que contenha esmalte na superfície terá PEI, definido pelo fabricante, em conformidade com as Normas Técnicas.
E a ABNT NBR 15463:2007 classifica de acordo com a absorção de água:
  • Porcelanato técnico:  Absorção de água ≤ 0,10%
  • Porcelanato esmaltado: 0,10% < Absorção de água ≤ 0,50%
Para Dias e Quinteiro (2010 apud COSTA at al, 2010), quanto mais baixo for índice de absorção de água, menor a porosidade e maior a resistência mecânica e à abrasão. Esse é o caso dos porcelanatos técnicos, divididos em dois grupos. Nos semipolidos, ou acetinados, o processo não chega ao polimento completo, portanto não há brilho. Já os polidos trazem um brilho que oferece a sensação de amplitude, mas são mais escorregadios. Esse tipo tem maior suscetibilidade a manchas se comparado aos anteriores. Em sua superfície pode existir microporosidade, que surge pela ação do polimento.
E Menegazzo (2010 apud COSTA at al, 2010) salienta que, se a ideia for comprar uma peça rústica, tanto os técnicos quanto os esmaltados dispõem desse acabamento. Ele oferece maior resistência ao escorregamento, mas dificulta a limpeza.
O tom e o desenho suaves do porcelanato retificado Alberi são obtidos por meio de impressão digital. Ele reúne outras duas tendências: baixa espessura (5,5 mm) e grande formato (19,5 x 85 cm).  Fonte: Costa at al (2010) – fotos de André Fortes
O tom e o desenho suaves do porcelanato retificado Alberi são obtidos por meio de impressão digital. Ele reúne outras duas tendências: baixa espessura (5,5 mm) e grande formato (19,5 x 85 cm).
Fonte: Costa at al (2010) – fotos de André Fortes
Porcelanatos imitando crema marfil e quartzito Fonte: Costa at al (2010) – fotos de André Fortes
Porcelanatos imitando crema marfil e quartzito
Fonte: Costa at al (2010) – fotos de André Fortes
Exemplo de aplicação de porcelanato Fonte: Brazil South (2011)
Exemplo de aplicação de porcelanato
Fonte: Brazil South (2011)
Exemplo de aplicação de porcelanato Fonte: Brazil South (2011)
Exemplo de aplicação de porcelanato
Fonte: Brazil South (2011)

Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. Minuta de Ata CE-02:109.10 Placas Cerâmicas. São Paulo, 2006.

Sapatas – o que são e qual suprirá cada necessidade?

Fundações: A definição de fundações consiste no elemento estrutural que executa a função de transmitir a carga de toda a estrutura ao solo sem que provoque a ruptura do terreno de fundação ou do próprio elemento de ligação, cujos recalques sejas satisfatoriamente absorvidos pelo conjunto da estrutura. Há dois tipos, e um deles é chamado de fundação superficial, rasa ou direta, que é definida pela NBR 6122/2010 como: “elemento de fundação em que a carga é transmitida ao terreno pelas tensões distribuídas sob a base da fundação, e a profundidade de assentamento em relação ao terreno adjacente à fundação é inferior a duas vezes a menor dimensão da fundação.” Uma das maneiras de fundação superficial é a sapata.
Sapata de Fundação: A Sapata de fundação é uma base de concreto que procura suprir as necessidades descritas na definição de fundação. Definida pela NBR 6122/2010 como um “elemento de fundação superficial, de concreto armado, dimensionado de modo que as tensões de tração nele resultantes sejam resistidas pelo emprego de armadura especialmente disposta para esse fim.”
Quando tratamos de sapatas, há quatro tipos: Sapata Isolada, Sapata Corrida, Sapata associada e viga alavanca/viga de equilíbrio. As duas primeiras podem ser classificadas ainda como rígidas ou em flexíveis.

Sapata Isolada: A isolada consiste em transmitir ações de um único pilar, que pode estar centrado ou é do tipo não alongada. Ele pode ter formato quadrado, retangular, circular, sendo sua altura constante ou que fique variando linearmente entre as fazes do pilar à extremidade da base. Em geral são feitas com forma de tronco de pirâmide.
Nesse tipo, o centro de gravidade da sapata deve ser o mesmo que o centro de aplicação da ação do pilar. De acordo com NBR, a menor dimensão deve ser ≥ 60 cm, sendo a relação entre os lados da sapata (L1/L2) ≤ 2,5.
sapata isolada


sapara isolada 2

Sapata isolada 3


Sapata Corrida: Esse tipo é empregado normalmente para receber as ações verticais de muros, paredes e elementos alongados que transmitam carregamento uniformemente distribuído numa só direção. Sua dimensão é a mesma de uma laje armada em uma direção. Não é necessária a verificação da punção em sapatas desse tipo por receberem ações em focos distribuídos. Pelo fato de as bielas de compressão serem íngremes, tensões de aderência elevadas na armadura principal acabam aparecendo, o que pode acarretar na ruptura do concreto de cobrimento, gerando fendas, essas que podem ser evitadas com diâmetros menores para as barras e espaçamentos menores entre elas. Sua execução é de nível fácil e não é necessário muito esforço, tendo seus poços cavados até mesmo à mão, dependendo pro projeto arquitetônico, e de fundura rasa. Normalmente executado com concreto ciclópico, que é concreto + pedra de mão. Segue as paredes da edificação.
sapata corrida

sapata corrida1

sapata-corrida


Sapata Associada: Sapatas associadas transmitem ações de dois ou mais pilares adjacentes. Normalmente seu recurso é procurado quando não é capaz, por falta de espaço ou por estarem muito próximos, a utilização de sapatas isoladas para casa um dos pilares que foram associados. Quando estão muito próximas, suas bases ficariam sobrepostas ao fazê-las isoladas em planta, nesse caso usa-se o recurso da sapata associada, recebendo as ações de dois ou mais pilares e dentro do espaço correto.
Normalmente, o centro de aplicação das cargas que chegam dos pilares estão no centro de gravidade da sapata. Para casos de carregamento uniformes e simétricas, as sapadas associadas viram uma só de base retangular e simples, mas quando as cargas dos pilares têm uma diferença muito grande, é necessária a projeção de uma sapara trapezoidal ou uma sapata retangular com balanços livres diferentes.
sapata associada 2
sapata associada
Sapata com viga de equilíbrio: “No caso de pilares posicionados junto à divisa do terreno, o momento produzido pelo não alinhamento da ação com a reação deve ser absorvido por uma viga, conhecida como viga de equilíbrio ou viga alavanca, apoiada na sapata junto à divisa e na sapata construída para pilar interno.” Dessa maneira, a viga de equilíbrio desemprenha um papael de transmitir a carga vertical do pilar para o centro de gravidade da sapata que encontra-se na divisa e também resistir aos momentos fletores produzidos pela diferente carga do pilar para com o centro dessa sapata.”
viga de equilibrio2
viga de equilibrio
vigaequilibrio


Tipos de fundação: blocos e alicerces



Os blocos e alicerces são fundações usadas quando há atuação de pequenas cargas. Os blocos são elementos estruturais de grande rigidez, ligados por vigas denominadas “baldrames”, que suportam predominantemente esforços de compressão simples provenientes das cargas dos pilares. Os eventuais esforços de tração são absorvidos pelo próprio material do bloco. Podem ser de concreto simples, alvenarias de tijolos comuns ou mesmo de pedra de mão. Geralmente, usam-se blocos quando a profundidade da camada resistente do solo está entre 0,5 e 1,0 m de profundidade (BRITO,1987).

Alicerces
Os alicerces, também denominados de blocos corridos, são utilizados na construção de pequenas residências e suportam as cargas provenientes das paredes resistentes, podendo ser de concreto, alvenaria ou de pedra.
-Alicerce de tijolos: possui espessuras espessuras de 1 tijolo ou 1 ½ tijolo para paredes de ½ e 1 tijolo, respectivamente.
-Alicerce de pedra: para terrenos úmidos, para grandes cargas, com custo inferior ao dos tijolos aliado à facilidade de obtenção.
- Alicerce de concreto: feito de cimento e cascalho (traço 1:10 mais 40% de pedra-de-mão, ou 1:4:9 mais 40% de pedra de mão).
alicerce

Blocos
O que caracteriza a fundação em blocos é o fato da distribuição de carga para o terreno ser aproximadamente pontual, ou seja, onde houver pilar existirá um  bloco de fundação distribuindo a carga do pilar para o solo. Os blocos podem ser construídos de pedra, tijolos maciços, concreto simples ou armado. Quando um bloco é construído de concreto armado ele recebe o nome de sapata de fundação.
Conforme a NBR 6118/03, item 22.5: “Blocos são estruturas de volume usadas para transmitir às estacas as cargas de fundação, e podem ser consideradas rígidos ou flexíveis por critério análogo ao definido para as sapatas.”
ABAAAAMeoAE-2

Blocos de Coroamento
Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as “cabeças”de uma ou um grupo de estacas, distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames.
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Bloco de coroamento. Arquivo pessoal/ Rosi Bizerris
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Bloco de coroamento. Arquivo pessoal /Rosi Bizerris

quinta-feira, 10 de outubro de 2013



Técnico em edificações (construção civil)



Quem é o técnico e o que ele faz?
O profissional formado tem o objetivo de projetar, executar e orientar obras de acordo com os procedimentos legais, em parceria com engenheiros civis, eletricistas, etc. Oferece diversas soluções para usos de técnicas e materiais de construção. Acompanha a análise topográfica do terreno e conduz as movimentações de terra e o lançamento dos níveis de pavimentação. Também estuda e implementa novas tecnologias ou pode se especializar em um determinado tipo de material.
A formação:
O aluno terá matérias como física, matemática e desenho técnico. Também terá aulas para conhecer diversos materiais de construção civil, mecânica do solo, gestão de obras, e variadas aulas no laboratório.
Duração média do curso: 3 anos.
Campos de atuação:
.Construção de grandes estruturas metálicas da indústria naval
.No segmento industrial do petróleo e gás
.Em empresas privadas ou públicas de construção civil
.Escritórios de projetos
.Canteiros de obras
.Vendas na área de construção civil
.Manutenção de construções
E quanto ganha?
Inicialmente, um profissional desta área, pode ganhar entre R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00 reais.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Composição do Cimento Portland CPII

Tipos de cimento
- Cimento Portland CP II (NBR 11578)
O Cimento Portland Composto é modificado. Gera calor numa velocidade menor do que o gerado pelo Cimento Portland Comum. Seu uso, portanto, é mais indicado em lançamentos maciços de concreto, onde o grande volume da concretagem e a superfície relativamente pequena reduzem a capacidade de resfriamento da massa. Este cimento também apresenta melhor resistência ao ataque dos sulfatos contidos no solo. Recomendado para obras correntes de engenharia civil sob a forma de argamassa, concreto simples, armado e protendido, elementos pré-moldados e artefatos de cimento. Veja as recomendações de cada tipo de CP II:

a. Cimento Portland CP II-Z (com adição de material pozolânico)
- Empregado em obras civis em geral, subterrâneas, marítimas e industriais. E para produção de argamassas, concreto simples, armado e protendido, elementos pré-moldados e artefatos de cimento. O concreto feito com este produto é mais impermeável e por isso mais durável.

b. Cimento Portland Composto CP II-E (com adição de escória granulada de alto-forno)
- Composição intermediária entre o cimento portland comum e o cimento portland com adições (alto-forno e pozolânico). Este cimento combina com bons resultados o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do Cimento Portland Comum. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacadas por sulfatos.

c. Cimento Portland Composto CP II-F (com adição de material carbonático - fíler)
- Para aplicações gerais. Pode ser usado no preparo de argamassas de assentamento, revestimento, argamassa armada, concreto simples, armado, protendido, projetado, rolado, magro, concreto-massa, elementos pré-moldados e artefatos de concreto, pisos e pavimentos de concreto, solo-cimento, dentre outros.

terça-feira, 2 de outubro de 2012


O projeto arquitetônico para reforma total do Estádio Manoel Leonardo Nogueira - o Nogueirão - foi apresentado pela governadora Rosalba Ciarlini na manhã desta segunda-feira, 1º/10, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró. De acordo com o projeto, cerca de R$ 39 milhões serão investidos e, quando concluído, o estádio será um dos mais modernos do Rio Grande do Norte, com elevadores e demais elementos relacionados à acessibilidade.

Na apresentação do projeto arquitetônico, a governadora Rosalba Ciarlini enfatizou que os momentos que antecederam à elaboração do projeto foram marcantes e preponderantes para que a ideia fosse definida. Disse que a Liga Desportiva Mossoroense se constitui em parceira fundamental na concretização do sonho do futebol local. "Este projeto é fruto de uma série de reuniões e foi a partir desses encontros que hoje estamos aqui apresentando a proposta para os desportistas de Mossoró", comentou.

A Governadora informou que é preciso esperar algumas etapas para que a licitação seja anunciada. "Passada a parte burocrática, iremos lançar a licitação. O Nogueirão ficará bonito, moderno e vai dignificar, ainda mais, o futebol mossoroense", afirmou.

Rosalba Ciarlini acrescentou que o Nogueirão deve ficar pronto antes da Copa 2014. "Mossoró precisa ter esse estádio e até a Copa 2014 ele ficará pronto. Vamos ver se será possível trazer ara Mossoró alguma seleção que possa treinar."

A secretária de Estado de Infraestrutura, Kátia Pinto, informou que o projeto apresentado está dentro do que solicitou a Liga Desportiva Mossoroense. "O projeto segue os princípios de um Termo de Compromisso firmado pelo Governo do Estado com a LDM. Hoje o que foi apresentado trata-se do projeto arquitetônico, mas estamos elaborando projetos complementares elétrico, de drenagem, irrigação e outros", disse.

Dentre as novidades apresentadas e constantes no projeto de reforma do estádio Nogueirão, a secretária Kátia Pinto enumerou elevadores, rampas de acessibilidade, lanchonetes, sala de árbitros, academias de dança e ginástica, duas Tribunas de Honra, cadeiras, cabine de imprensa e reestruturação geral nas arquibancadas e no campo.

Além disso, consta do projeto a criação de uma área para estacionamento. "Tudo isso está apresentado no projeto, que transformará o Nogueirão em praça esportiva para Mossoró. A gente percebeu o que o esporte precisava", disse a secretária.

Kátia Pinto esclarece que o compromisso assumido pelo Governo do Estado com a Liga Desportiva Mossoroense foi relacionado à restauração total do Nogueirão. Nessa reforma, está a ampliação do estádio, que passará de cerca de nove mil lugares para 17.500 vagas para acomodar o público. "Vamos agora trabalhar no projeto de colocação de elevadores, acessibilidade, rotas de fuga, pois tudo isso são premissas que constam do projeto", comentou.


O projeto arquitetônico para reforma total do Estádio Manoel Leonardo Nogueira - o Nogueirão - foi apresentado pela governadora Rosalba Ciarlini na manhã desta segunda-feira, 1º/10, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró. De acordo com o projeto, cerca de R$ 39 milhões serão investidos e, quando concluído, o estádio será um dos mais modernos do Rio Grande do Norte, com elevadores e demais elementos relacionados à acessibilidade.

Na apresentação do projeto arquitetônico, a governadora Rosalba Ciarlini enfatizou que os momentos que antecederam à elaboração do projeto foram marcantes e preponderantes para que a ideia fosse definida. Disse que a Liga Desportiva Mossoroense se constitui em parceira fundamental na concretização do sonho do futebol local. "Este projeto é fruto de uma série de reuniões e foi a partir desses encontros que hoje estamos aqui apresentando a proposta para os desportistas de Mossoró", comentou.

A Governadora informou que é preciso esperar algumas etapas para que a licitação seja anunciada. "Passada a parte burocrática, iremos lançar a licitação. O Nogueirão ficará bonito, moderno e vai dignificar, ainda mais, o futebol mossoroense", afirmou.

Rosalba Ciarlini acrescentou que o Nogueirão deve ficar pronto antes da Copa 2014. "Mossoró precisa ter esse estádio e até a Copa 2014 ele ficará pronto. Vamos ver se será possível trazer ara Mossoró alguma seleção que possa treinar."

A secretária de Estado de Infraestrutura, Kátia Pinto, informou que o projeto apresentado está dentro do que solicitou a Liga Desportiva Mossoroense. "O projeto segue os princípios de um Termo de Compromisso firmado pelo Governo do Estado com a LDM. Hoje o que foi apresentado trata-se do projeto arquitetônico, mas estamos elaborando projetos complementares elétrico, de drenagem, irrigação e outros", disse.

Dentre as novidades apresentadas e constantes no projeto de reforma do estádio Nogueirão, a secretária Kátia Pinto enumerou elevadores, rampas de acessibilidade, lanchonetes, sala de árbitros, academias de dança e ginástica, duas Tribunas de Honra, cadeiras, cabine de imprensa e reestruturação geral nas arquibancadas e no campo.

Além disso, consta do projeto a criação de uma área para estacionamento. "Tudo isso está apresentado no projeto, que transformará o Nogueirão em praça esportiva para Mossoró. A gente percebeu o que o esporte precisava", disse a secretária.

Kátia Pinto esclarece que o compromisso assumido pelo Governo do Estado com a Liga Desportiva Mossoroense foi relacionado à restauração total do Nogueirão. Nessa reforma, está a ampliação do estádio, que passará de cerca de nove mil lugares para 17.500 vagas para acomodar o público. "Vamos agora trabalhar no projeto de colocação de elevadores, acessibilidade, rotas de fuga, pois tudo isso são premissas que constam do projeto", comentou.