terça-feira, 2 de outubro de 2012


O projeto arquitetônico para reforma total do Estádio Manoel Leonardo Nogueira - o Nogueirão - foi apresentado pela governadora Rosalba Ciarlini na manhã desta segunda-feira, 1º/10, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró. De acordo com o projeto, cerca de R$ 39 milhões serão investidos e, quando concluído, o estádio será um dos mais modernos do Rio Grande do Norte, com elevadores e demais elementos relacionados à acessibilidade.

Na apresentação do projeto arquitetônico, a governadora Rosalba Ciarlini enfatizou que os momentos que antecederam à elaboração do projeto foram marcantes e preponderantes para que a ideia fosse definida. Disse que a Liga Desportiva Mossoroense se constitui em parceira fundamental na concretização do sonho do futebol local. "Este projeto é fruto de uma série de reuniões e foi a partir desses encontros que hoje estamos aqui apresentando a proposta para os desportistas de Mossoró", comentou.

A Governadora informou que é preciso esperar algumas etapas para que a licitação seja anunciada. "Passada a parte burocrática, iremos lançar a licitação. O Nogueirão ficará bonito, moderno e vai dignificar, ainda mais, o futebol mossoroense", afirmou.

Rosalba Ciarlini acrescentou que o Nogueirão deve ficar pronto antes da Copa 2014. "Mossoró precisa ter esse estádio e até a Copa 2014 ele ficará pronto. Vamos ver se será possível trazer ara Mossoró alguma seleção que possa treinar."

A secretária de Estado de Infraestrutura, Kátia Pinto, informou que o projeto apresentado está dentro do que solicitou a Liga Desportiva Mossoroense. "O projeto segue os princípios de um Termo de Compromisso firmado pelo Governo do Estado com a LDM. Hoje o que foi apresentado trata-se do projeto arquitetônico, mas estamos elaborando projetos complementares elétrico, de drenagem, irrigação e outros", disse.

Dentre as novidades apresentadas e constantes no projeto de reforma do estádio Nogueirão, a secretária Kátia Pinto enumerou elevadores, rampas de acessibilidade, lanchonetes, sala de árbitros, academias de dança e ginástica, duas Tribunas de Honra, cadeiras, cabine de imprensa e reestruturação geral nas arquibancadas e no campo.

Além disso, consta do projeto a criação de uma área para estacionamento. "Tudo isso está apresentado no projeto, que transformará o Nogueirão em praça esportiva para Mossoró. A gente percebeu o que o esporte precisava", disse a secretária.

Kátia Pinto esclarece que o compromisso assumido pelo Governo do Estado com a Liga Desportiva Mossoroense foi relacionado à restauração total do Nogueirão. Nessa reforma, está a ampliação do estádio, que passará de cerca de nove mil lugares para 17.500 vagas para acomodar o público. "Vamos agora trabalhar no projeto de colocação de elevadores, acessibilidade, rotas de fuga, pois tudo isso são premissas que constam do projeto", comentou.


O projeto arquitetônico para reforma total do Estádio Manoel Leonardo Nogueira - o Nogueirão - foi apresentado pela governadora Rosalba Ciarlini na manhã desta segunda-feira, 1º/10, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró. De acordo com o projeto, cerca de R$ 39 milhões serão investidos e, quando concluído, o estádio será um dos mais modernos do Rio Grande do Norte, com elevadores e demais elementos relacionados à acessibilidade.

Na apresentação do projeto arquitetônico, a governadora Rosalba Ciarlini enfatizou que os momentos que antecederam à elaboração do projeto foram marcantes e preponderantes para que a ideia fosse definida. Disse que a Liga Desportiva Mossoroense se constitui em parceira fundamental na concretização do sonho do futebol local. "Este projeto é fruto de uma série de reuniões e foi a partir desses encontros que hoje estamos aqui apresentando a proposta para os desportistas de Mossoró", comentou.

A Governadora informou que é preciso esperar algumas etapas para que a licitação seja anunciada. "Passada a parte burocrática, iremos lançar a licitação. O Nogueirão ficará bonito, moderno e vai dignificar, ainda mais, o futebol mossoroense", afirmou.

Rosalba Ciarlini acrescentou que o Nogueirão deve ficar pronto antes da Copa 2014. "Mossoró precisa ter esse estádio e até a Copa 2014 ele ficará pronto. Vamos ver se será possível trazer ara Mossoró alguma seleção que possa treinar."

A secretária de Estado de Infraestrutura, Kátia Pinto, informou que o projeto apresentado está dentro do que solicitou a Liga Desportiva Mossoroense. "O projeto segue os princípios de um Termo de Compromisso firmado pelo Governo do Estado com a LDM. Hoje o que foi apresentado trata-se do projeto arquitetônico, mas estamos elaborando projetos complementares elétrico, de drenagem, irrigação e outros", disse.

Dentre as novidades apresentadas e constantes no projeto de reforma do estádio Nogueirão, a secretária Kátia Pinto enumerou elevadores, rampas de acessibilidade, lanchonetes, sala de árbitros, academias de dança e ginástica, duas Tribunas de Honra, cadeiras, cabine de imprensa e reestruturação geral nas arquibancadas e no campo.

Além disso, consta do projeto a criação de uma área para estacionamento. "Tudo isso está apresentado no projeto, que transformará o Nogueirão em praça esportiva para Mossoró. A gente percebeu o que o esporte precisava", disse a secretária.

Kátia Pinto esclarece que o compromisso assumido pelo Governo do Estado com a Liga Desportiva Mossoroense foi relacionado à restauração total do Nogueirão. Nessa reforma, está a ampliação do estádio, que passará de cerca de nove mil lugares para 17.500 vagas para acomodar o público. "Vamos agora trabalhar no projeto de colocação de elevadores, acessibilidade, rotas de fuga, pois tudo isso são premissas que constam do projeto", comentou.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

BNDES aprova R$ 396,5 mi para estádio em Natal

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 396,5 milhões para construção da Arena das Dunas, em Natal (RN), que será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Os recursos equivalem a 75% do valor total do projeto, de acordo com teto estabelecido pelo programa BNDES ProCopa Arenas, no âmbito do qual a operação foi aprovada. A colaboração financeira reembolsável destina-se à Sociedade de Propósito Específico (SPE) Arena das Dunas Concessão e Eventos S/A (ADCE), controlada pelo grupo OAS.

A SPE será responsável por construir e operar o equipamento por um prazo de 20 anos, de acordo com o modelo de concessão administrativa definido pelo governo do Estado. A Arena das Dunas será erguida no lugar dos atuais Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado (Machadão) e Ginásio Humberto Nesi (Machadinho), que serão demolidos.

Prevista para estar concluída em dezembro de 2013, a nova Arena terá 32 mil assentos permanentes. A eles serão acrescidos, durante a Copa do Mundo, 10 mil assentos temporários, para que seja atendida a exigência mínima da FIFA, de 40 mil lugares.

A estrutura temporária será de responsabilidade do governo estadual. Segundo o BNDES, o projeto seguirá o padrão internacional das arenas multiuso, de modo que o espaço possa funcionar também como centro de negócios, lazer e cultura, recebendo desde feiras de negócios e congressos até eventos como festivais de músicas e o Carnatal (carnaval). Estima-se que, até sua conclusão, o empreendimento gere cerca de mil empregos diretos e outros 1.350 indiretos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA - ART

1. O que é ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART)?

Todo contrato, escrito ou verbal, para elaboração de serviços técnicos (projetos, laudos, vistorias, pareceres, etc.) e execução de obras referentes às profissões fiscalizadas pelos CREAs, deve ser registrado no Conselho sob forma de ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART). Esta anotação define, para efeitos legais, o responsável ou responsáveis técnicos pelo empreendimento. Sem ela praticamente não se consegue definir num caso de uma ação judicial, o responsável legal pelos trabalhos.
As ARTs efetuadas no Conselho, constituem o REGISTRO DE ACERVO TÉCNICO (RAT), cujo somatório retrata a experiência obtida pelo profissional ao longo do exercício da profissão. Através de requerimento, o profissional pode solicitar a emissão de CERTIDÃO DE ACERVO TÉCNICO (CAT) das ARTs registradas, documento este imprescindível para a participação em licitações de obras públicas.

2. Quais os documentos necessários para o profissional ou empresa solicitar baixa de uma ART?

Apresentar requerimento juntamente com cópia e original ou cópia autenticada do atestado ou declaração de conclusão dos serviços.

3. Quais os documentos necessários para o profissional solicitar baixa de responsabilidade técnica por uma empresa?

Requerimento assinado pelo profissional.
Obs.: O profissional deverá estar quite com a anuidade do exercício, não constar ART ou Auto de Infração pendente.

4. Quais os documentos necessários para emissão de certidão de Acervo Técnico?

Requerimento assinado pelo profissional, mais cópia e original do Atestado ou declaração de conclusão.

5. Qual o prazo para emissão de Certidão de Acervo Técnico?

Quando o requerimento solicitar o Acervo de até 03 ART´s a certidão será liberada com 48:00h.

ALGUNS ITENS DO CONCRETOS E SEUS SIGNIFICADOS

Abatimento 
Ensaio normalizado para a determinação da consistência do concreto e que permite verificar se não há excesso ou falta de água no concreto.

Aceleradores
Aditivos utilizados para reduzir o tempo de pega do cimento e de desenvolvimento da resistência inicial quando necessário.

Adensamento 
No caso específico de concreto, é um processo manual ou mecânico para compactar uma mistura de concreto no estado fresco, com o intuito de eliminar vazios internos da mistura (bolhas de ar) ou
facilitar a acomodação do concreto no interior das formas.
  
Aditivos 
O mesmo que adjuvante. Substância adicionada a uma mistura de cimento portland, intencionalmente, com o objetivo de modificar uma ou mais características.
  
Aditivos minerais
São materiais silicosos finamente moídos, adicionadas ao concreto em quantidades relativamente grandes, geralmente na faixa de 20 a 100% da massa de cimento Portland.

Agregado 
É o material mineral (areia, brita, etc.) ou industrial que entra na preparação do concreto.

 Ar Introduzido
Bolhas (aproximadamente 1 mm) de ar adicionadas ao concreto para facilitar a trabalhabilidade e diminuir o risco de congelamento.

Betão (Portugal) 
O mesmo que concreto (Brasil).

Bloco de concreto 
Elemento de dimensões padronizadas. Tem função estrutural ou decorativa.

Bombeamento 
Transporte do concreto por meio de equipamentos especiais , bombas de concreto, e tubulações metálicas, que conduzem o concreto desde o caminhão betoneira até o local de concretagem.

Concreto
Mistura de água, cimento, areia e pedra britada, em proporções prefixadas, que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Concreto aparente é aquele que não recebe revestimentos. Concreto armado: na sua massa dispõem-se armaduras de metal para aumentar a resistência. Concreto ciclópico tem pedras aparentes e de formas irregulares. Concreto celular é uma variável que substitui a pedra britada por microcélulas de ar, conferindo-lhe grande leveza.

Concreto Leve 
É o concreto executado com argila expandida ou poliestireno expandido, e utilizado para enchimentos, isolamento térmico e acústico, divisórias ou em locais onde se deseja reduzir o peso próprio da estrutura.

Concreto Celular 
Trata-se de concreto leve, sem função estrutural, que consiste de pasta ou argamassa de cimento portland com incorporação de minúsculas bolhas de ar. É indicado para isolamento térmico em lajes de cobertura e terraços, enchimentos de pisos e rebaixamento de lajes, fabricação de pré-moldados, etc. O concreto celular possui massa específica variando de 500 kg/m³ a 1800 kg/m³, sendo que o concreto convencional possui massa específica- em torno de 2300 kg/m³.

 Concreto Celular Autoclavado 
Produto constituído de cal, cimento, areia e pó de alumínio (um agente expansor que funciona como fermento, fazendo a argamassa crescer e ficar cheia de células de ar, tornando-a leve), além de água. Cortada em blocos ou painéis, que vão para uma autoclave para cura, a argamassa dá origem ao silicato de cálcio, composto com alta resistência à compressão e ao fogo e de ótimo desempenho termo acústico. Os blocos são utilizados para vedação de vãos e enchimento de lajes nervuradas, e os painéis armados para paredes ou lajes. Também são encontrados blocos-canaletas para vergas e contra-vergas. Por ser leve, o produto é indicado principalmente para estruturas que não devem sofrer sobrecargas.


Concreto de Alta Resistência 
É aquele com valores de resistência acima dos concretos comumente utilizados, ou seja, maiores que 50 MPa. Pode ser obtido utilizando-se cimento, microssílica e aditivos plastificantes, obtendo-se uma relação água/cimento e microssílica (A/c+ms) baixa. Este concreto exige um rigoroso controle tecnológico, tendo como campo de aplicação pilares de edifícios, obras marítimas, pisos de alta resistência, reparos de obras de concreto, etc.

Concreto Pesado
É obtido utilizando-se agregados com elevada massa específica, tais como: hematita, barita, magnetita. Este tipo de concreto é empregado como anteparo radiativo (salas de raio x, por exemplo).

Concreto Fluido 
Utiliza aditivos superplastificantes, sendo auto-adensável e reduzindo a necessidade de vibração. É indicado para peças de difícil concretagem.

Concreto Colorido
É obtido pela adição de pigmentos que tingem o concreto, dispensando a necessidade de pintura. É utilizado em pisos, fachadas (concreto aparente), vigas, pilares, lajes ou peças artísticas (monumento).

Concreto Rolado
O concreto rolado é utilizado em pavimentação de ruas, áreas de estacionamento, pisos para postos de gasolina etc, substituindo o asfalto comumente utilizado, sendo mais econômico e durável. Possui diversas vantagens em comparação ao asfalto, como: construção: rapidez na execução com a utilização do concreto dosado em central, não exigindo mão-de-obra especializada nem equipamentos sofisticados; economia: custo inicial moderado, pequena necessidade de manutenção e economia de até 30% nas despesas com iluminação juntamente com o pavimento simples.

Concreto Protendido 
Concreto armado que, durante sua secagem é mantido sob alta compressão com o auxílio de cabos de aço.

Concreto Projetado 
Concreto que é lançado por um jato com alta velocidade sobre uma superfície, afim de proporcionar a compactação do mesmo.
Concreto Armado 
Associação do concreto com o aço, formando uma armadura.

Consolidação
É o processo de moldagem do concreto nas fôrmas e em torno das peças embutidas com o objetivo de expulsar os bolsões de ar retidos.

Cura 
Molhagem do concreto, após o fim de pega, ou seja, o endurecimento inicial do concreto, a fim de evitar a evaporação da água necessária às reações químicas (hidratação) nas primeiras idades.

Dosagem 
Proporções dos materiais que compõem o concreto. Estas proporções são definidas experimentalmente, com o objetivo de se obter uma mistura final com características e propriedades preestabelecidas.

Fissura 
Corte superficial no concreto ou na alvenaria.

Fissuração 
São pequenas rupturas que aparecem no concreto que podem ser provocadas por atuação de cargas ou por retração devido à rápida evaporação da água.

Fluência do concreto
Fenômeno do aumento gradual de deformação com o tempo, sob tensão constante.

Forma 
Elemento montado na obra para fundir o concreto, dando formas definitivas a vigas, pilares, lajes, etc., de concreto armado, que irão compor a estrutura da construção. Em geral, são de madeira ou de metal.
Lançamento 
Modo de transporte e colocação do concreto na forma a ser concretada.

Módulo de elasticidade
É a relação entre a tensão e a deformação elástica.

Módulo de finura
Propriedade dos agregados que é calculado com os dados da análise granulométrica, pela soma das porcentagens retidas acumuladas do agregado em cada uma das peneiras de uma série especificada, sendo a soma dividida por 100.

Moldagem
Especificamente sobre concretos ou argamassas de cimento portland, refere- se a procedimento normalizado de confeccionar corpos-de-prova.

Nichos de concretagem 
Falhas de concretagem que ocasionam buracos no concreto, devido, principalmente, à falta de vibração.

Pega
Implica na solidificação da pasta plástica de cimento. O começo da solidificação chamado início de pega marca o ponto no tempo em que a pasta se torna não trabalhável.

Perda de abatimento
Pode ser definida como a perda de fluidez do concreto fresco com o passar do tempo.

Resistência do concreto à compressão 
Esforço resistido pelo concreto, estimado pela ruptura de corpos-de-prova cilíndricos em prensas especiais.

Segregação 
Mistura heterogênea. Fato que também ocorre com misturas de concreto por excesso de vibração durante o adensamento ou lançamento em alturas elevadas.

OBSTÁCULOS E RESISTÊNCIA DA ALVENARIA ESTRUTURAL

As barreiras que restam para o desenvolvimento da alvenaria estrutural, entretanto, não estão ligadas a fatores técnicos. O sistema é simples e, como em qualquer outra obra, exige alguns cuidados de projeto e execução. Existem, de fato, algumas fronteiras que não podem ser transpostas, sob a pena de deslizes técnicos ou desperdício de recursos. Não é possível, por exemplo, construir prédios de escritórios que necessitam de grandes vãos livres ou apartamentos de altíssimo padrão. 
    Os problemas são outros: ausência de tradição do sistema no meio técnico nacional, falta de normas brasileiras e número insuficiente de fornecedores de blocos em todo o território nacional. “Alguns construtores ainda têm dificuldade para se adaptar à alvenaria estrutural”, afirma o engenheiro Carlos Antonio Rizkallah, diretor da Prensil. Os blocos de silicocalcário fornecidos pela empresa, por exemplo, não são normalizados no País – um projeto nesse sentido vem se arrastando na ABNT há alguns anos. 
    Os outros tipos de bloco possuem normas, mas somente o concreto foi agraciado até hoje com um texto específico para cálculo estrutural. Cerâmica, silicocalcário e concreto celular autoclavado utilizam normas estrangeiras, como a inglesa BS- 5628. “Deveria haver uma norma geral que abordasse o projeto com todos os tipos de bloco, como acontece na Inglaterra”, defende Carlos André Fois Lanna, consultor técnico da Selecta, fabricante paulista de blocos cerâmicos. De acordo com o presidente da Comissão de Estudos de Alvenaria Estrutural da ABNT, Nelson dos Santos Gomes, apenas as normas de ensaios de paredes estruturais referentes à compressão simples ou flexocompressão e à verificação da resistência à flexão servem, hoje, para todos os tipos de bloco. 
    Outro problema é a concentração excessiva de fornecedores de blocos estruturais na Região Sudeste do País. A maioria absoluta dos fabricantes localizados por Téchne está sediada em São Paulo. A mineira Sical, que fabrica blocos de concreto celular autoclavado, é uma das exceções, embora distribua seus produtos por todo o Brasil, conforme revela Roberto Araújo Coelho. Fora de Belo Horizonte, porém, a empresa possui filial apenas na capital paulista.

Cada bloco no seu galho 
    Observe as características básicas dos quatro tipos de blocos disponíveis no mercado brasileiro para a execução de alvenaria estrutural. Mas, atenção: a opção pelo concreto. silicocalcário, cerâmica ou concreto celular autoclavado  depende das condições específicas de cada obra. Somente um estudo técnico e econômico detalhado pode garantir a certeza da boa escolha
BLOCO DE CONCRETO
    Largamente empregado no Brasil esse tipo de bloco tem a seu favor o fato de possuir vários fornecedores e de ser o único a possuir norma brasileira para cálculo de alvenaria estrutural. Possui boa resistência a compressão - o mínimo exigido pelas normas é 4.5 MPa, mas alguns fabricantes chegam a produzir blocos com mais de 16 MPa -, entretanto, é mais pesado e não possui o mesmo isolamento térmico da cerâmica, por exemplo. O recorde brasileiro no número de pavimentos para alvenaria estruturai que emprega blocos de concreto é de 24. 
BLOCO CERÂMICO
    Material mais leve que o concreto (alguns fabricantes dizem que cerca de 40%); tem a vantagem de possuir melhor isolamento térmico que o concorrente. Não alcança, porém, índices de resistência à compressão similares com a mesma geometria dos blocos. O edifício mais alto construído com blocos cerâmicos estruturais no Brasil possui oito pavimentos. 
BLOCO DE SIUCO-CALCÁRIO
    Com apenas um fornecedor no mercado nacional, os blocos estruturais de silico-calcário são bastante utilizados -na Europa, onde a execução de alvenaria não-armada é tradicional e existe uma preocupação maior com o isolamento térmico. No Brasil, são fabricados blocos vazados para alvenaria armada de 6 MPa e maciços perfurados para não-armada de 10 MPa. O máximo que alcançou por aqui um edifício que empregou blocos estruturais de silico-calcário foi 14 pavimentos. É mais pesado que o bloco cerâmico. 
BLOCO DE CONCRETO CELULAR AUTOCLAVADO
    Entre os tipos de bloco estruturais disponíveis no Brasil, é o menos empregado. Mesmo sendo maciço e, portanto, utilizado apenas em obras de alvenaria não-armada. Possui baixa densidade e é leve. A resistência à compressão do bloco de concreto celular pode chegar até 6 MPa, o que inviabiliza a execução de prédios altos. Competitivo até o quarto pavimento. Oferece bom isolamento acústico e resistência ao fogo.

ALVENARIA ESTRUTURAL - SEJA ELA EM BLOCO DE CONCRETO OU AGUILA

Cada vez mais distante do preconceito que a associava apenas às construções populares, a alvenaria estrutural ganha espaço nos canteiros de obras brasileiros.
    A volta da classe C ao mercado consumidor de imóveis e o empenho da engenharia nacional estão alavancando um sistema construtivo que parecia fadado aos conjuntos habitacionais populares. A alvenaria estrutural caiu, por fim, no gosto do meio técnico brasileiro, atraído pela redução de custos de até 30% proporcionado pelo sistema. A possibilidade de construir edifícios altos com apartamentos amplos – um edifício na zona leste de São Paulo já alcançou a marca dos 24 pavimentos e outros dois no Morumbi, zona sul, estão sendo construídos com até quatro dormitórios – tem enterrado alguns velhos preconceitos.
Construção em alvenaria estrutural com blocos de concreto
Construção em alvenaria estrutural com blocos de concreto
    O antigo chavão de que um edifício construído com alvenaria estrutural não pode possuir hall de entrada, salão de festas ou subsolos não se sustenta mais. Na zona oeste de São Paulo, a construtora JHS está construindo um prédio residencial de 18 pavimentos-tipo e cobertura, térreo com 6 m de pé-direito e dois subsolos. A solução para viabilizar a alvenaria estrutural foi simples: executar uma laje de transição de concreto no primeiro pavimento, capaz de absorver as cargas das paredes portantes e distribuí-las por pilares até as fundações. Em resumo: do primeiro andar para baixo, trata-se de umaobra “normal”; a alvenaria estrutural sobe apenas a partir da laje de transição. 
    Uma das características interessantes do edifício de 11,6 mil m2 de área construída, cuja entrega está prevista para fevereiro de 99, são os esforços de vento absorvidos pelas paredes portantes. “A influência do vento na estrutura é quase igual à da carga vertical, por causa da altura e esbeltez do prédio”, explica o calculista responsável pelo projeto, César Pereira Lopes. O índice de esbeltez do edifício, que terá dez apartamentos de 42 m2 por andar, é 1:7. Ou seja, a largura do prédio será sete vezes menor que a altura total.
Economia 
    Uma das medidas de economia tomadas pela JHS para viabilizar o empreendimento foi empregar blocos de concreto com diversas resistências à compressão, de acordo com a faixa de andar executada. Da primeira fiada até o quinto pavimento, foram especificados blocos de 14 MPa. A resistência dos blocos cai à medida que sobem os andares, culminando com 6 MPa entre o 15o pavimento e a cobertura. “Não é preciso usar o mesmo tipo de bloco em todo o edifício”, afirma Carlos Alberto Tauil, gerente técnico comercial da Glasser, fabricante paulista que está fornecendo os blocos de concreto para a obra.
    Solução muito semelhante foi dada pelo engenheiro calculista Wagner de Carvalho a duas torres, também de 18 andares, em Campinas-SP. Nessa obra, a Construtora Guidotti, de Piracicaba-SP, também adota a laje de transição sobre dois subsolos e o térreo, a partir do qual a alvenaria sobe com blocos de diferentes resistências à compressão: parte de 12 MPa entre o térreo e o sexto andar, reduzindo 2 MPa a cada lance de três pavimentos; os três últimos têm blocos de 4,5 MPa, todos eles fornecidos pela Tatu, de Limeira- P. A obra incorpora ainda outras medidas de racionalização, como sacadas, escadas e lajes, todas pré-moldadas no canteiro e içadas por grua.
    Destinada ao consumidor de classe média alta, a obra de Campinas – com piscina, sauna e quadras esportivas – reforça a tese de que a alvenaria estrutural vem se “assentando” em imóveis mais nobres. O engenheiro Rogério Durante, do Departamento Técnico da Tatu, confirma a demanda crescente. Segundo ele, 60% da produção de blocos da empresa são estruturais.
    Há casos, porém, em que a economia cede lugar à plena garantia de segurança, quando há o risco de uma eventual troca de blocos na obra. É o caso de um edifício residencial de 17 andares que está sendo erguido em São Bernardo do Campo-SP. Como existem outros prédios da Construtora Apolo em execução no terreno e os paletes são recebidos no mesmo local, a probabilidade de um operário utilizar o bloco errado aumenta muito. Por esse motivo, a construtora optou por blocos de concreto de 14 MPa para toda a edificação, que terá quatro apartamentos de 145 m2 por andar. Projetado pelo calculista José Luís Pereira, o prédio deve ser entregue em junho.
    É importante salientar que a utilização de blocos com diferentes resistências é apenas uma entre várias formas de economizar com a alvenaria estrutural. Os maiores ganhos do sistema estão relacionados com a racionalização oferecida ao construtor. Se a obra empregar, por exemplo, pré-moldados de concreto (lajes, escadas e vergas) em composição com a alvenaria, a madeira e os carpinteiros podem ser dispensados do canteiro. Como os blocos vazados permitem a passagem das tubulações elétricas e hidráulicas, também não há necessidade de quebrar paredes. A somatória disso termina em redução de desperdício e economia no uso de fôrmas e concreto.

Prédio  em alvenaria estrutural
Sem armadura 
    As opções, porém, não se limitam às paredes portantes “recheadas” de graute e ferragem. Apesar de possuir alguns críticos, a alvenaria não-armada (que contém somente armadura de amarração, desconsiderada na absorção dos esforços) vem demonstrando um bom potencial técnico e econômico. Prova disso é um prédio de oito pavimentos da RAS que está em fase final de construção no Jabaquara, zona sul de São Paulo. Com térreo e subsolo, o edifício possui uma laje de transição no primeiro pavimento e emprega blocos de silicocalcário de 10 MPa. 
    “O controle em uma obra de alvenaria não-armada é mais fácil”, afirma o calculista Caio Frascino Cassaro, da Program Engenharia, que projetou o prédio. Como não se utiliza graute ou armadura nos blocos, a atenção praticamente se resume à qualidade da argamassa e ao prumo da alvenaria. O sistema, no entanto, é mais limitado. Nesse tipo de obra não são permitidas tensões de tração, que exigiriam armadura. Prédios muito altos, sujeitos a forte ação do vento, são, portanto, inexeqüíveis.